Nos últimos anos, a taxa de câmbio nominal no Brasil atingiu níveis historicamente altos, especialmente ao final de 2024, quando o dólar superou os R$ 6,20. No entanto, o Bradesco sugere que o câmbio real pode estar entrando em uma fase de normalização após um longo período de depreciação.
Valorização da Moeda Brasileira
Rafael Murrer, analista do banco, explica que a valorização nominal da moeda brasileira está diretamente relacionada à apreciação real. A inflação acumulada no país também desempenhou um papel importante nesse processo. Atualmente, o dólar é cotado a R$ 5,06, com um aumento de 1,12% devido a fatores externos, como os conflitos entre Irã e EUA.
Impactos da Inflação
O cenário econômico está sendo monitorado de perto pelos investidores, que acompanham as ações tarifárias dos Estados Unidos. Murrer acredita que a economia brasileira deve surpreender novamente no segundo trimestre de 2026, conforme declarações do ministro Durigan, que antecipa resultados promissores.
Contribuições para a Apreciação do Câmbio Real
A apreciação do câmbio real nos últimos doze meses foi influenciada por um aumento de R$/US$ 0,69 no câmbio nominal e de R$/US$ 0,23 devido à inflação local. Essa valorização foi quase totalmente compensada pela inflação nos EUA, que também impactou os níveis de câmbio real.
Histórico de Ciclos Cambiais
O Bradesco detalhou que entre 1980 e 2026, a média do câmbio real foi de R$/US$ 4,08. Desde que o regime de câmbio flexível foi adotado em 1999, essa média subiu para R$/US$ 4,42. A média móvel de dez anos alcançou R$/US$ 4,98, mas a média móvel de cinco anos é a única que sugere um câmbio real apreciado, refletindo os efeitos pós-pandemia.
Perspectivas Futuras
A análise do banco indica que os ciclos cambiais no Brasil tendem a ser prolongados, durando até uma década. Murrer ressalta, no entanto, que o momento atual não garante que o país entrará em um longo período de câmbio apreciado, destacando a volatilidade do cenário econômico.
