Na última sexta-feira (19), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que aproximadamente 700 mil pessoas já se beneficiaram da ferramenta de autoexclusão para plataformas de apostas online. Essa medida visa proteger os usuários, bloqueando-os de receber publicidade e acesso a esses serviços.

Como funciona a autoexclusão

Lançada em dezembro do ano passado, a autoexclusão pode ser acessada através do portal gov.br/autoexclusaoapostas. Após solicitar a autoexclusão, os usuários recebem um documento que confirma sua escolha. O serviço está disponível por períodos de um, três, seis, doze meses ou indeterminado, sendo que, ao escolher um prazo, a opção não pode ser revertida.

Impacto na saúde mental

O governo considera a autoexclusão uma estratégia fundamental para reduzir os danos à saúde mental causados pelo vício em apostas. Os usuários que optam por se autoexcluir também podem informar os motivos de sua decisão, que incluem: dificuldades financeiras, recomendação de profissionais de saúde, perda de controle sobre o jogo ou a intenção de proteger seus dados pessoais.

Testemunhos e experiências

Um relato impactante é o de uma jovem baiana de 21 anos, que compartilhou como seu vício nas apostas afetou sua vida, resultando no fim de seu casamento e complicações financeiras. Ela revela que seu nome está “sujo” em cinco bancos devido às casas de apostas.

Suporte adicional

Além da autoexclusão, a plataforma oferece informações sobre pontos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e acesso ao “Meu SUS Digital” e à “Ouvidoria do SUS”. Esses recursos ajudam os usuários a identificar possíveis problemas relacionados ao vício em apostas e a buscar ajuda.

Atendimento psicológico

O governo também disponibiliza teleatendimentos focados em saúde mental, com ênfase em jogos e apostas, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Essa iniciativa faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (Proadi-SUS), visando oferecer suporte adequado aos afetados pelo vício.