Recentemente, o Ministério da Educação (MEC) divulgou os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para cursos de licenciatura, e os números revelam uma realidade preocupante sobre a formação de professores no Brasil.

Dentre os quase 5 mil cursos avaliados, 35% não conseguiram que mais de 60% dos alunos atingissem a proficiência mínima. Em cursos de educação a distância (EAD), a situação é ainda mais alarmante, com 52% sendo considerados insuficientes em desempenho.

Desafios da Formação Docente

A EAD tem sido uma forma de ampliar o acesso ao ensino superior, mas a qualidade não pode ser sacrificada em nome da quantidade. Há o risco de que muitos formandos não consigam sequer ingressar no mercado de trabalho, o que levanta questões sobre a qualidade do serviço educacional que será prestado.

O MEC já anunciou que cursos com notas baixas podem sofrer regulação, incluindo a suspensão de novas matrículas. Além disso, uma reforma na formação de professores está em andamento, com a intenção de extinguir os cursos EAD até 2027, migrando para formatos semipresenciais ou presenciais.