A situação do transporte público em Sete Lagoas, Minas Gerais, tornou-se crítica após a greve dos motoristas da empresa Turi, que resultou na interrupção total dos serviços. A prefeitura decidiu intervir no sistema de transporte nesta segunda-feira, 15 de junho, com o objetivo de reestabelecer a circulação dos ônibus na cidade.

Motivos da Intervenção

O colapso ocorreu devido à falta de pagamento salarial dos motoristas, que não recebiam há um mês. O prefeito Douglas Melo (PSD) informou que a decisão da Justiça permitiu que a prefeitura tivesse acesso às finanças da Turi, possibilitando o cumprimento das obrigações com os colaboradores.

Retorno Gradual dos Serviços

A partir da terça-feira, dia 16 de junho, a prefeitura começou a implementar um plano de retorno gradual da operação do transporte público, com 17 ônibus voltando a circular. As linhas escolhidas atendem áreas de alta densidade populacional e importantes corredores viários do município.

Reunião com os Motoristas

O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Sete Lagoas, Mário Geraldo de Alves, acompanhou o anúncio da intervenção e se reuniu com os motoristas para garantir que a administração irá ser feita pela prefeitura. A mudança foi bem recebida, com a expectativa de que o prefeito honre os compromissos financeiros.

Possíveis Mudanças na Gestão

Embora tenha sido levantada a possibilidade de contratar outra empresa para administrar o transporte municipal, essa proposta foi descartada no momento. A cooperativa Cooperseltta, que realiza transporte alternativo na cidade, também está em disputa legal com a Turi, buscando recuperar valores retidos.

Posicionamento da Turi

A Turi se manifestou, afirmando que já havia disponibilizado informações sobre arrecadações e indicadores operacionais à prefeitura. A empresa lamentou a rejeição de propostas de conciliação e expressou preocupação com a possibilidade de contratação de veículos de terceiros, defendendo que questões sociais devem ser tratadas com transparência e diálogo.