O governo de Minas Gerais anunciou a conclusão do processo de desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), em uma cerimônia realizada na Bolsa de Valores B3, em São Paulo, pelo governador Mateus Simões. A operação representa um marco significativo, ao movimentar R$ 8,3 bilhões e abrir novas oportunidades para investimentos e melhorias nos serviços de saneamento no estado.
Nova fase para a Copasa
A transação, que estabeleceu um novo ciclo para a companhia, está alinhada ao Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020). Este marco visa a universalização dos serviços de abastecimento de água e esgoto até 2033. A oferta pública resultou na venda de ações ordinárias que correspondem a 45% do capital social da Copasa, com um preço final de R$ 49,03 por ação.
Participações e investimentos
Com a finalização do processo, o Grupo Equatorial passou a controlar 30% do capital total da Copasa, em uma operação que movimentou R$ 5,59 bilhões. Já os investidores institucionais adquiriram 10,5% do capital, totalizando R$ 1,96 bilhão, enquanto os investidores de varejo obtiveram 4,5% do capital social, resultando em R$ 838,9 milhões.
Manutenção do controle estatal
O Estado de Minas Gerais preservou uma participação de 5% na companhia, incluindo uma ação especial, conhecida como golden share, que confere ao estado um poder de veto em decisões estratégicas. Além disso, foi firmado um acordo de acionistas com o Grupo Equatorial, que estabelece regras de governança e acompanhamento estratégico.
Continuidade dos serviços
O governador Mateus Simões enfatizou que os serviços prestados à população continuarão sem alterações, incluindo a definição de tarifas, que permanecem sob o controle da agência reguladora Arsae-MG. Os municípios terão até setembro para aderir à nova Copasa, garantindo a continuidade dos serviços de água e esgoto em todo o estado.
Impacto social do saneamento
Simões destacou a importância do saneamento básico para a qualidade de vida da população, mencionando que uma criança nascida em uma comunidade com acesso a saneamento básico tem uma expectativa de vida, em média, oito anos maior do que aquelas que não têm esse acesso. Essa operação é vista como um passo importante para melhorar as condições de vida dos mineiros.
