A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Santa Casa de Misericórdia da capital mineira relataram problemas no novo sistema de regulação do SUS, implementado recentemente pelo governo do estado. As falhas, documentadas em relatórios, incluem lentidão, fragilidades no fluxo de informações e dificuldades na gestão de leitos hospitalares.
O juiz Wenderson de Souza Lima, da 2ª Vara da Fazenda Pública de BH, decidiu suspender a nova Central de Operações para Regulação (Core) após ouvir os relatos das instituições. A decisão resulta na retomada do modelo anterior, o SUSFácil, que apresenta uma estrutura de regulação mais descentralizada.
A PBH destacou que o novo sistema, que utiliza Inteligência Artificial, apresenta instabilidades que comprometem a agilidade na assistência de urgência. Entre os problemas citados estão a lentidão do software e a falta de funcionalidades essenciais, o que pode atrasar o atendimento aos pacientes.
A Santa Casa, por sua vez, apontou dificuldades na internação de pacientes entre 13 e 17 anos devido à incompatibilidade de leitos. A instituição também mencionou que a nova plataforma cria um aumento na carga de trabalho das equipes, dificultando a gestão eficiente dos leitos disponíveis.