A Polícia Civil de Minas Gerais está apurando um caso de estupro coletivo registrado por uma adolescente de 17 anos em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. O incidente teria ocorrido na noite de sexta-feira, dia 12, e foi formalmente registrado pela Polícia Militar no dia seguinte, 13 de junho.

Identidade dos suspeitos

Todas as pessoas envolvidas no suposto crime são menores de idade, e as autoridades optaram por não divulgar suas identidades. Por conta disso, a reportagem não conseguiu entrar em contato com representantes dos adolescentes para obter comentários sobre o caso.

Detalhes do ocorrido

Segundo o boletim de ocorrência, a jovem havia convidado amigos para um churrasco em sua casa na ausência dos pais. Inicialmente, o encontro contava com nove pessoas, incluindo a vítima, duas amigas, o namorado de uma delas, um amigo do casal e outros quatro adolescentes conhecidos.

Consumo de bebidas e relato da vítima

Durante a festa, os adolescentes consumiram bebidas alcoólicas. A vítima relatou à polícia que suspeita que alguma substância tenha sido adicionada à sua bebida, o que a fez perder a consciência. Parte dos convidados saiu ao longo da noite, e ao retomar a consciência, a jovem se viu em uma situação de violência, com dois adolescentes realizando atos sexuais sem seu consentimento.

Mensagens e pressão

Conforme o registro policial, um quarto adolescente, que não estava presente no momento em que a jovem acordou, enviou mensagens admitindo sua participação e mencionando que deixou o local após se arrepender. A adolescente também mostrou aos investigadores mensagens trocadas com alguns dos jovens, que incluíam pedidos de desculpas e referências ao ocorrido.

Atendimento médico e continuidade da investigação

A vítima relatou ter recebido mensagens de uma mulher, que se identificou como mãe de um dos adolescentes, a pressionando para não procurar a polícia. Após o registro do caso, a jovem foi levada à Maternidade Municipal de Contagem, onde recebeu atendimento médico e passou por exames. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que foram tomadas as primeiras providências investigativas, e o inquérito foi encaminhado à Deam, que dará continuidade às apurações. Qualquer responsabilização ocorrerá com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).