Mais uma vez, a visita de um presidente ao estado de Minas Gerais provoca mudanças na agenda da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Nesta sexta-feira, 19, estava prevista a participação do secretário de Estado de Educação, Gustavo Braga, no programa 'Assembleia Fiscaliza', onde secretários prestam contas de suas atividades. No entanto, a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado tem gerado expectativa de que parlamentares da base aliada ao governo se ausentem da sessão.

Visita de Lula e suas implicações

Lula tem compromissos em Divinópolis e Belo Horizonte, onde deve inaugurar o Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ) e anunciar investimentos no Hospital Luxemburgo, gerido pela Rede Mário Penna. A expectativa é que a participação de deputados do PT e de outros partidos de esquerda na sessão sobre educação seja afetada pela presença do presidente.

A situação lembram eventos anteriores, como em maio, quando uma audiência pública para discutir a criação de escolas cívico-militares foi adiada devido à visita do senador Flávio Bolsonaro, que também estava no estado para compromissos políticos. Naquela ocasião, os parlamentares alegaram que o feriado de Corpus Christi esvaziaria a ALMG, levando muitos a permanecerem em suas bases eleitorais.

Desafios para o novo secretário

Este será o primeiro grande teste legislativo para o novo secretário de Educação de Minas, já que a sessão para discutir a proposta de escolas cívico-militares deveria ter ocorrido em abril, mas foi cancelada após a demissão do então secretário Rossieli Soares.

Modelo cívico-militar em Minas

O projeto de lei que prevê a adoção do modelo cívico-militar nas escolas estaduais foi enviado ao Legislativo pelo governador Mateus Simões (PSD) no início de abril. Contudo, esse modelo está suspenso devido a decisões do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Em fevereiro, o desembargador Pedro Carlos Bitencourt Marcondes decidiu restabelecer a determinação da Corte de Contas que impediu a continuidade do programa neste ano. A proposta do governo sugere que as escolas estaduais de ensino fundamental, médio e profissionalizante possam adotar o modelo, dependendo da aprovação da comunidade escolar.