A rede Pneu Z, alvo de uma operação da Polícia Civil, é investigada por práticas de vendas casadas e abusivas, focando principalmente em mulheres e idosos. O delegado Lyon Ribeiro Silva, responsável pela investigação, destacou que muitas vítimas enfrentaram pressões psicológicas que as levaram a concordar com serviços fraudulentos.
Alvos da investigação
As investigações começaram após diversos boletins de ocorrência registrados na região de Mogi das Cruzes. O delegado informou que, nas 43 unidades da Pneu Z espalhadas por estados, os clientes, ao buscarem serviços simples, eram persuadidos a trocar peças e realizar reparos desnecessários, elevando os custos finais.
Ação policial
Na última quinta-feira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco locais, incluindo lojas em Ribeirão Preto e Jardinópolis, além da residência do dono e de uma funcionária. A defesa da empresa afirmou não ter acesso às acusações que motivaram a operação e que sempre atuou com integridade.
Serviços inventados
Conforme as investigações, a Pneu Z teria criado serviços fictícios ou realizado manutenção em peças que não necessitavam de reparo. Até agora, cerca de 100 pessoas foram identificadas como vítimas em diferentes estados, incluindo um engenheiro que gastou R$ 10 mil em serviços desnecessários.
Bloqueio de bens
A Justiça de São Paulo autorizou o bloqueio de até R$ 4 milhões em contas dos investigados, valor que, segundo o delegado, representa uma parte do dinheiro movimentado pelo grupo ao longo dos anos. Esses recursos poderão ser utilizados para indenizar as vítimas.
Conclusão da investigação
O inquérito, que apura estelionato e associação criminosa, continua em andamento, enquanto as autoridades buscam assegurar a proteção dos consumidores e responsabilizar os envolvidos nas práticas abusivas da rede Pneu Z.
