O gramado do Mineirão, palco dos jogos do Cruzeiro e de grandes eventos musicais em Belo Horizonte, pode passar por uma transformação significativa em 2027. A mudança seria motivada por uma solicitação direta da Fifa, que pediu a padronização dos campos dos estádios escolhidos para sediar a Copa do Mundo Feminina, tomando o Maracanã como referência.

Como é o gramado hoje

Atualmente, o piso do estádio mineiro é 100% natural. Por receber tanto partidas de futebol quanto shows ao longo do ano, o gramado exige cuidados constantes. As manutenções mais pesadas acontecem no verão e no inverno, justamente para que a grama resista melhor às variações de temperatura que castigam o campo nessas estações.

O que muda com o modelo híbrido

A expectativa para 2027 é que o Mineirão adote um gramado híbrido. Nesse formato, o campo continua sendo composto majoritariamente por grama natural, mas recebe fibras sintéticas costuradas ao solo, o que confere mais resistência e estabilidade ao piso.

O modelo usado como espelho é o do Maracanã, no Rio de Janeiro, que já opera com essa tecnologia. A Neo Química Arena, em São Paulo, também possui gramado híbrido, porém com um sistema diferente, cuja adoção poderia encarecer consideravelmente o processo de adequação.

Por que a tecnologia é necessária

A principal vantagem do gramado híbrido é a capacidade de suportar um volume maior de partidas em intervalos mais curtos, exatamente o cenário previsto para a Copa do Mundo Feminina. O Mineirão deve receber oito jogos do Mundial, competição marcada para começar em junho do ano que vem, o que torna a durabilidade do campo um ponto crítico.

Posição do Governo de Minas

Oficialmente, o Governo de Minas Gerais, proprietário do Mineirão, informou que “segue em tratativas com a Fifa sobre eventuais ações necessárias relacionadas à realização da Copa do Mundo Feminina Fifa 2027”. Segundo o Estado, “as definições serão avaliadas à medida que forem formalmente apresentadas”.

Quem vai pagar pela obra

Um dos pontos ainda em aberto é a definição de quem ficará responsável por financiar a adequação do gramado. Estado e Minas Arena, administradora do estádio, devem se reunir para alinhar essa questão. Já o Cruzeiro, clube que manda seus jogos no Gigante da Pampulha, não é responsável pela troca e não deve se pronunciar sobre a mudança.