No dia 25 de setembro, o Papa Leão XIV lançou sua primeira encíclica, chamada "Magnifica Humanitas". O documento estabelece a posição oficial da Igreja Católica em relação ao uso da inteligência artificial (IA) e o poder das grandes empresas de tecnologia. Com aproximadamente 43 mil palavras, a encíclica já está disponível para bispos e fiéis ao redor do mundo.

Na encíclica, o Papa ressalta a importância de que o desenvolvimento da IA não seja guiado apenas por interesses financeiros, mas que priorize o bem-estar coletivo. Ele também alerta para os riscos da desinformação e da concentração de poder nas mãos de grandes corporações de tecnologia, além de abordar o uso da automação em contextos militares.

Leão XIV defende a necessidade de marcos regulatórios mais rigorosos para a supervisão do desenvolvimento da IA, criticando a falta de transparência das empresas do setor. O Papa destaca que a governança da tecnologia deve incluir maior controle público e que a propriedade dos dados não deve ser deixada apenas nas mãos das entidades privadas.

Além disso, ele chama a atenção para o impacto da IA no mercado de trabalho e na democracia, enfatizando que a proteção das oportunidades de emprego deve ser uma prioridade e que a tecnologia pode afetar a relação da sociedade com a verdade. O documento conclui com um apelo à prudência no uso da tecnologia, sugerindo que a adoção da IA deve ser feita de forma responsável.