Nesta segunda-feira (25), o papa Leão 14 fez um pedido de desculpas sem precedentes pelo envolvimento histórico da Igreja Católica na escravidão. Em sua primeira encíclica, o pontífice reconheceu que a Igreja demorou a condenar essa prática, classificando-a como uma "ferida na memória cristã".

Leão 14 expressou sua "profunda tristeza" pelo sofrimento das pessoas escravizadas e pediu perdão em nome da Igreja. Ele destacou que, em diversos momentos, as autoridades eclesiásticas legitimaram a subjugação, incluindo a escravização de não cristãos.

O papa também lembrou que a Igreja só formalizou uma condenação clara da escravidão no século 19, durante o papado de Leão 13, após um longo período de inconsistência nas suas posições. Essa declaração marca um avanço significativo em relação a pedidos de desculpas anteriores que abordavam a questão de forma mais ampla.

A encíclica "Magnifica humanitas" também discute os desafios éticos da inteligência artificial e as novas formas de exploração na economia moderna, mostrando que a reflexão sobre a dignidade humana continua sendo central para a Igreja.