No evento Ignite on Tour 2026, que ocorreu em São Paulo, a Palo Alto Networks destacou sua estratégia de crescimento no Brasil e na América Latina, com ênfase em novos investimentos em inteligência artificial e segurança cibernética. Marcos Pupo, presidente da empresa para a América Latina, ressaltou a necessidade de uma abordagem inovadora diante das ameaças cibernéticas que se tornaram mais sofisticadas.

Brasil como hub estratégico

Pupo, que assumiu o cargo em 2025, tem liderado esforços para expandir a presença da Palo Alto Networks na região, reconhecendo o Brasil como um centro vital para suas operações. Ele explicou que a maturidade do mercado brasileiro em cibersegurança torna o país fundamental para suportar a operação em toda a América Latina.

Investimentos e inovações

Entre os investimentos anunciados estão a ampliação da equipe comercial e técnica, além da criação de um Executive Briefing Center, que funcionará como um espaço de inovação e demonstração de soluções. A empresa também planeja aumentar a contratação de especialistas, especialmente na divisão Unit 42, que é focada em inteligência de ameaças.

Transformação do SOC e aquisições estratégicas

Pupo mencionou a transformação dos Security Operations Centers (SOCs) como uma prioridade, destacando a transição de um modelo reativo para um mais autônomo. A Palo Alto Networks já concluiu quatro aquisições nos últimos dois anos, investindo mais de US$30 bilhões em empresas que fortalecem sua proposta de segurança.

Desafios e oportunidades com a IA

Com o aumento das ameaças digitais, a empresa está investindo em arquiteturas automatizadas e com machine learning. Atualmente, a Palo Alto Networks processa diariamente 17 petabytes de dados e bloqueia mais de 50 bilhões de ataques em sua vasta base de clientes, que conta com mais de 80 mil usuários.

Perspectivas para 2027

Para o próximo ano, a Palo Alto Networks planeja envolver ainda mais seus clientes no Ignite, promovendo a troca de experiências sobre implementação e soluções. Pupo acredita que a evolução da IA nas empresas criará novas demandas por proteção, tornando essa interação ainda mais crucial para o setor.