Mulheres que enfrentam os fogachos da menopausa agora têm uma nova esperança com a recente aprovação do fezolinetanto pela Anvisa. Este é o primeiro medicamento não hormonal liberado no Brasil para tratar os sintomas associados à menopausa, que costumam afetar cerca de 80% das mulheres.
Impacto nas pacientes oncológicas
A novidade é especialmente relevante para aquelas que não podem fazer reposição hormonal, como as que estão em tratamento contra o câncer de mama. Muitas dessas mulheres vivenciam uma menopausa precoce, resultando em sintomas mais intensos e frequentes.
Os fogachos, popularmente conhecidos como “calorão”, não se limitam a uma simples sensação de calor. Eles podem causar distúrbios no sono, irritabilidade, fadiga e dificuldades de concentração, impactando negativamente a vida social e emocional das mulheres.
Avanços na medicina oncológica
Segundo a oncologista Susana Ramalho, a chegada do fezolinetanto representa uma evolução significativa no cuidado com a saúde feminina. “É um medicamento que controla os sintomas sem comprometer a segurança oncológica”, afirma.
Diferentemente das terapias hormonais, o fezolinetanto atua no sistema nervoso central, bloqueando os receptores de neurocinina-3 (NK3), o que ajuda a diminuir a intensidade e a frequência dos fogachos e suores noturnos.
Qualidade de vida em foco
O oncologista Leonardo Silva destaca que a abordagem do tratamento oncológico evoluiu. “Hoje, é essencial pensar não apenas em controlar a doença, mas também em como a mulher viverá durante e após o tratamento”, indica.
A aprovação do fezolinetanto não só introduz um novo medicamento no mercado, mas também simboliza uma mudança no paradigma de cuidados para mulheres na menopausa. A qualidade de vida deve estar em harmonia com o tratamento oncológico, garantindo que as pacientes tenham conforto e bem-estar.




