O Museu Arqueológico da Lapinha, situado em Lagoa Santa, dá um passo significativo na democratização do conhecimento com o lançamento de sua nova plataforma digital. A ferramenta, que foi inaugurada nesta semana, permite que pesquisadores, estudantes e o público em geral acessem gratuitamente uma parte das coleções arqueológicas, paleontológicas e antropológicas da instituição pela internet.

Referência em Preservação

Localizado no Parque Estadual do Sumidouro, o museu é uma das principais referências nacionais na preservação do patrimônio arqueológico brasileiro. A nova plataforma, desenvolvida com a base de dados Tainacan e integrada ao programa Acervo em Rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), visa ampliar o alcance das informações e reforçar o papel da instituição na produção e compartilhamento do conhecimento.

Acervo Valioso

O acervo do museu inclui ossadas humanas, artefatos arqueológicos e materiais paleontológicos que são essenciais para os estudos sobre a ocupação pré-histórica das Américas. Com a digitalização e disponibilização dos registros, a nova plataforma aumenta as oportunidades para pesquisa, educação e divulgação científica, aproximando a sociedade de um patrimônio histórico de valor inestimável.

Importância da Iniciativa

No evento de lançamento, representantes de instituições de pesquisa, gestores públicos e especialistas destacaram a relevância da plataforma para a preservação e valorização da memória científica do Brasil. Maria Auxiliadora Nemésio Cotta, diretora de Unidades de Conservação do Instituto Estadual de Florestas (IEF), afirmou que a iniciativa representa um avanço significativo na gestão e democratização do patrimônio cultural e científico em Minas Gerais.

Conexão com a Sociedade

A diretora ressaltou que o museu, inserido no Parque Estadual do Sumidouro, atualmente sob modelo de concessão, combina esforços do poder público e de um parceiro especializado. Isso amplia a capacidade de investimento, a qualificação dos serviços e a promoção do acesso público. A plataforma fortalece o uso do acervo por estudantes e instituições culturais, além de potencializar as ações de educação e divulgação científica na região.

Integração com Projetos de Preservação

A nova ferramenta também reforça o papel do Parque Estadual do Sumidouro como um espaço que integra conservação ambiental, pesquisa científica e valorização do patrimônio histórico. A gestão compartilhada da unidade tem contribuído para aumentar investimentos e qualificar serviços, fortalecendo experiências voltadas à educação e ao acesso público. A plataforma faz parte do projeto “Remin”, que visa revitalizar a infraestrutura de preservação e acesso de coleções científicas.

Equipe Multidisciplinar

Desenvolvida por uma equipe multidisciplinar composta por especialistas em Arqueologia, Antropologia Física, Paleontologia, Museologia, Documentação e Conservação, a nova plataforma representa um avanço na preservação e difusão do patrimônio científico no Brasil, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo a conexão entre ciência, cultura e sociedade. Para acessar a plataforma, clique aqui.