O Morgan Stanley anunciou uma revisão significativa nos preços-alvo das ações do Grupo Casas Bahia (BHIA3) e do Magazine Luiza (MGLU3). O banco manteve sua recomendação de venda (Underweight) para ambas as companhias, indicando uma expectativa de desempenho abaixo da média do mercado.

Redução do Preço-Alvo

Para a Casas Bahia, o preço-alvo foi cortado de R$ 2,75 para R$ 1,25, o que representa uma queda de 55%. Apesar de um crescimento de 15% no volume bruto negociado online no primeiro trimestre, a empresa perdeu participação de mercado, caindo cerca de 0,3 ponto percentual e totalizando aproximadamente 4%.

Impactos do Marketplace

O banco também observou que parte do GMV da Casas Bahia passou a ser gerado em plataformas onde a empresa atua apenas como vendedora, o que motivou a revisão das projeções para baixo.

Magazine Luiza em Queda

Em relação ao Magazine Luiza, o preço-alvo foi reduzido de R$ 8 para R$ 6. O banco destacou uma queda de 11% no GMV online da companhia e uma perda de 2,8 pontos percentuais na participação do mercado de e-commerce, reduzindo-a para cerca de 7%.

Fatores Contribuintes

Além da perda de participação, a revisão para cima das projeções de juros impactou negativamente as estimativas de lucro e o preço-alvo do Magazine Luiza. O cenário de juros elevados continua a pressionar o setor de varejo.

Crescimento do Mercado Livre

O principal beneficiário desse movimento, segundo o Morgan Stanley, é o Mercado Livre (BDR: MELI34), que alcançou uma participação recorde de 41% no e-commerce brasileiro no primeiro trimestre. A empresa capturou cerca de 60% do crescimento incremental do mercado, impulsionada por investimentos em logística, tecnologia e marketing.

Dados de Aplicativos

Os dados de aplicativos corroboram essa tendência, com o Mercado Livre registrando um crescimento de 17% nos usuários ativos mensais no Brasil entre abril e maio. Em contrapartida, o Magazine Luiza teve uma queda de 8% e a Casas Bahia recuou 31% no mesmo período.