O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, fez uma defesa contundente do Bolsa Família nesta quarta-feira (27), rebatendo críticas feitas indiretamente por Luciano Huck. Durante uma entrevista, Dias informou que desde 2023, 5,1 milhões de famílias foram retiradas do programa devido ao aumento de sua renda.

Efeito positivo do Bolsa Família

Segundo o ministro, essas famílias conseguiram superar a pobreza e agora trabalham em diversas funções, como operador de caixa e agrônomo. Com uma média de três pessoas por família, isso representa cerca de 15 milhões de brasileiros que estão em melhores condições financeiras.

As declarações de Wellington Dias ocorreram no programa "Bom Dia, Ministro", transmitido pelo CanalGov. Embora não tenha mencionado Huck diretamente, o ministro foi questionado sobre a permanência das pessoas no Bolsa Família e utilizou a oportunidade para criticar a visão negativa que ainda persiste sobre os programas de assistência social.

Críticas e defesa do programa

O apresentador foi alvo de críticas após afirmar que o Brasil é ineficiente em várias áreas, incluindo o Bolsa Família, durante um evento privado. Huck questionou como o programa poderia estimular as famílias a deixarem a assistência. Após a repercussão, ele se defendeu em suas redes sociais, afirmando que suas palavras foram mal interpretadas e que é a favor de melhorias nos auxílios sociais.

Wellington Dias, em sua resposta, enfatizou que o Bolsa Família é um programa eficiente e reconhecido globalmente, mencionando que é aplicado em 140 países. Ele criticou a falta de compreensão sobre a importância do programa e ressaltou que é fundamental acabar com preconceitos enraizados na sociedade.

Dados sobre beneficiários

O ministro também trouxe à tona informações sobre os beneficiários do Bolsa Família. Atualmente, 7,1 milhões de pessoas que recebem o auxílio têm empregos formais. Ele explicou que, mesmo com uma renda de trabalho, muitas famílias ainda precisam do programa devido à quantidade de membros e condições financeiras.

A Regra de Proteção, citada por Dias, permite que famílias que superam a linha da pobreza continuem recebendo 50% do benefício por até 12 meses, ajudando na transição para a autossuficiência financeira. Essa medida visa garantir um suporte contínuo enquanto as famílias se adaptam a suas novas realidades econômicas.