Minas Gerais possui atualmente mais de três mil detentos associados a facções criminosas, conforme revelou o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco. A informação foi divulgada durante um evento que abordou a prestação de contas na área de segurança e o combate ao crime organizado, realizado em Belo Horizonte.
Dados sobre os detentos
Segundo Greco, do total de 72.825 presos no estado, 3.085 estão vinculados a facções. Esses detentos são mantidos em seis penitenciárias específicas, que estão passando por adequações para garantir segurança máxima, incluindo a instalação de bloqueadores de sinal e visitas separadas por vidro, evitando qualquer contato físico.
Desafios das facções
O secretário destacou que o principal desafio enfrentado é a comunicação entre os presos e o mundo exterior. Ele afirmou que a presença de facções, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que somam 2.100 e 800 membros, respectivamente, impacta diretamente a segurança nas comunidades.
Ações do governo
Greco enfatizou a necessidade de um combate abrangente às facções, visto que sua influência se estende em diversas áreas. O governo busca desmantelar as conexões que as organizações criminosas estabelecem nas comunidades. Além disso, ele ressaltou que Minas Gerais opera com uma integração eficaz entre suas forças de segurança pública.
População prisional e segurança
Minas Gerais é o segundo estado com a maior população carcerária do Brasil e, ao mesmo tempo, possui a maior proporção de policiais em relação aos presos, com um agente para cada quatro detentos. O estado tem 16.152 dos 17.665 cargos previstos ocupados na carreira da segurança penal.
Segurança no estado
Por fim, Rogério Greco atribuiu o crescimento das facções no Brasil a administrações federais passadas e afirmou que Minas Gerais está entre os três estados mais seguros do país. As medidas implementadas visam não apenas a contenção da criminalidade, mas também a proteção da população.
