O Ministério Público de Minas Gerais estabeleceu um prazo de 72 horas para que o Itaú forneça esclarecimentos sobre o fechamento da agência localizada em Resplendor, no Vale do Rio Doce. A decisão foi motivada por denúncias de que clientes estão enfrentando longas filas sob o sol, aguardando atendimento antes do encerramento das atividades da unidade.

Denúncias sobre filas e falta de atendimento

A Promotoria de Justiça de Resplendor recebeu relatos de moradores que foram pegos de surpresa pelo fechamento da única agência da comarca, programado para ocorrer no próximo dia 25 de junho. Os clientes têm sido vistos em filas externas à agência, sem a devida atenção às prioridades legais para idosos e outros grupos vulneráveis.

Exigências do Ministério Público

Em um ofício enviado ao banco nesta segunda-feira (15/6), o MP exige que o Itaú apresente justificativas detalhadas, além de documentos que comprovem a regularidade do processo de fechamento da agência. O Ministério Público solicita, entre outras informações, a comprovação de que os clientes foram notificados com antecedência mínima de 30 dias, conforme as normas do Banco Central.

Transição e atendimento a aposentados

Além disso, o MP quer esclarecer como será realizada a transição para aposentados e pensionistas do INSS que dependem do atendimento presencial. O órgão também exige medidas imediatas para resolver as filas externas e assegurar um atendimento adequado até o fim das operações da agência.

Possíveis ações judiciais

Caso as respostas do Itaú não sejam satisfatórias, o Ministério Público poderá acionar a Justiça para tentar suspender o fechamento da unidade. Além disso, poderá reivindicar a aplicação de multas e indenizações por danos morais, tanto individuais quanto coletivos.

Contexto de polêmica recente

Essa situação ocorre em um contexto de recente controvérsia envolvendo o banco em Minas Gerais. Em maio, o Itaú anunciou o fechamento da única agência de Itaú de Minas, gerando forte repercussão entre a população local, especialmente entre os idosos que necessitam de atendimento presencial. Na ocasião, a transferência dos serviços para Passos, a 17 quilômetros de distância, foi amplamente criticada.