No quarto trimestre de 2025, Minas Gerais alcançou a taxa de desemprego de 3,8%, o menor índice desde o início da série histórica em 2012. Essa informação foi divulgada no Boletim do Mercado de Trabalho Mineiro, elaborado pela Fundação João Pinheiro (FJP) e pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese-MG).

Desempenho do Mercado de Trabalho

O estudo, produzido pelo Observatório do Trabalho (OTMG), que analisa a condição do emprego no estado, utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O governador Mateus Simões destacou que essa redução no desemprego é resultado de esforços para tornar Minas mais atrativa para negócios e investimentos.

A taxa de 3,8% representa uma significativa queda de dez pontos percentuais em relação ao pico de 2017 e coloca Minas Gerais abaixo da média nacional de 5,1% nesse mesmo período. Isso indica que o estado está perto do que é considerado a taxa natural de desemprego, onde a desocupação se dá principalmente por transições de trabalho.

Crescimento e Oportunidades

Dados do Ministério do Trabalho revelam que, em março de 2026, Minas Gerais registrou 5,06 milhões de vínculos ativos, o maior número até agora. Nos últimos 12 meses, o estado viu a criação de aproximadamente 72 mil novos empregos formais, com um saldo positivo de 70,6 mil postos apenas entre janeiro e março de 2026, evidenciando uma tendência de crescimento no emprego formal.

No total, considerando empregos formais e informais, Minas Gerais possui 10,8 milhões de postos de trabalho. Comparado a 2019, ano anterior à pandemia, houve um aumento de 658 mil vagas, equivalente a 6,5%, tanto em empregos com carteira assinada quanto em atividades informais.

Setores de Destaque

O comércio se destaca como o maior setor empregador do estado, com 1,96 milhão de trabalhadores, representando cerca de 18% do total de ocupações. Entre 2022 e 2025, o setor criou 79 mil novos postos, um crescimento de 4,2%. Além disso, subsetores de serviços como transporte, alojamento, alimentação e atividades financeiras também apresentaram resultados positivos, contribuindo para a geração de empregos.

Esses setores, junto com o comércio, somam cerca de dois terços das ocupações em Minas Gerais, sublinhando a importância deles na economia local e no mercado de trabalho do estado.