A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) expressou preocupação com a proposta de um novo tarifaço comercial que o governo dos Estados Unidos pretende impor sobre as importações do Brasil. A entidade considera essa medida um obstáculo significativo ao comércio entre os dois países, mas acredita que ainda há uma oportunidade para reverter essa situação.
Proposta de tarifa e suas implicações
No dia 1º de junho, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou uma proposta de taxar as importações brasileiras em 25%, justificando a medida como uma punição a práticas consideradas “irrazoáveis”. Essa proposta é resultado de uma investigação sobre o sistema de pagamentos Pix, que agora será debatida em audiências públicas antes de uma decisão final, que caberá ao presidente Donald Trump.
Declaração da Amcham Brasil
Em nota divulgada no dia 2 de junho, a Amcham Brasil afirmou que a implementação das tarifas propostas aumentaria os custos, diminuiria a competitividade e criaria barreiras ao comércio e aos investimentos entre Brasil e EUA. A nota também destaca os avanços no diálogo entre os governos, que foram intensificados após a reunião entre os presidentes em maio.
Janela de oportunidades para negociação
A Amcham enfatizou que o relatório que fundamenta a proposta não é definitivo e que ainda existe tempo para evitar a adoção das novas tarifas. O presidente da entidade, Abrão Neto, manifestou otimismo e pediu que os governos trabalhem juntos para encontrar soluções que preservem as relações comerciais.
Expectativas sobre investigações adicionais
A Câmara também está atenta a uma nova investigação dos EUA, que pode resultar em tarifas adicionais relacionadas a produtos fabricados com trabalho forçado. Esta investigação pode afetar cerca de 60 países, incluindo o Brasil, e a Amcham defende uma solução negociada para evitar tarifas onerosas.
Análise das práticas comerciais do Brasil
A investigação em curso concluiu que algumas práticas brasileiras são consideradas discriminatórias e limitam o comércio com os EUA, segundo a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A proposta inclui isenções para determinados produtos, como materiais informativos e algumas carnes e frutas, que podem ser essenciais no mercado americano.
O processo de investigação começou em julho do ano passado, após os EUA aplicarem tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais desleais. A discussão sobre tarifas se manteve ativa ao longo do último ano, com várias negociações entre os presidentes Trump e Lula.
