A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais está participando da 64ª Sessão dos Órgãos Subsidiários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (SB64), em Bonn, na Alemanha. Este evento é crucial para preparar o caminho para a COP31, que ocorrerá em 2026 na Turquia.

Posicionamento de Minas Gerais

A presença de Minas na SB64 reforça sua posição como referência em políticas climáticas subnacionais. O estado busca ampliar oportunidades de cooperação internacional e captar recursos para fortalecer iniciativas ambientais já em andamento.

Durante a conferência, Minas destacou os avanços na integração de planejamento, monitoramento e financiamento das ações climáticas. A Plataforma MRV Climático, por exemplo, acompanha 199 metas estaduais, das quais 170 (ou 85%) estão em execução ou já concluídas.

Resultados do Banco de Desenvolvimento

Outro ponto abordado foi a Rota da Descarbonização e os resultados do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Em 2025, o banco fechou o ano com uma carteira de crédito de R$ 9,18 bilhões, mobilizando R$ 2,27 bilhões em captações, incluindo R$ 851,9 milhões de operações internacionais. Desde 2019, mais de R$ 1 bilhão foi direcionado a projetos de energia renovável.

Impactos e investimentos

Esses investimentos contribuíram para a geração estimada de 64,5 GWh de energia limpa e evitaram a emissão de cerca de 15 mil toneladas de CO₂. O programa BDMG Solidário também merece destaque, tendo destinado R$ 234,6 milhões para apoiar municípios e produtores afetados por eventos climáticos extremos.

A visão do secretário-adjunto

O secretário-adjunto Diogo Melo Franco ressaltou a necessidade de avançar da definição de metas para a implementação efetiva das ações climáticas. Ele enfatizou que, em Minas Gerais, 85% das metas monitoradas estão em execução, com iniciativas mobilizando recursos para energia limpa e infraestrutura resiliente.

O futuro da agenda climática

A participação na SB64 também permite a Minas Gerais acompanhar tendências regulatórias internacionais e identificar novas oportunidades de financiamento climático. Renata Maria de Araújo, superintendente da Semad, comentou sobre a mudança no cenário pós-COP30, onde o foco agora é demonstrar capacidade de execução e transformar metas climáticas em projetos concretos.

O ciclo de governança climática global, que inclui a SB64, é fundamental para a implementação das ações climáticas e avaliação dos resultados. A crescente participação dos governos subnacionais representa uma chance para Minas ampliar sua contribuição na agenda climática internacional e fortalecer iniciativas sustentáveis.