O governo de Minas Gerais lançou, nesta segunda-feira (8/6), o Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais, que contará com um investimento de R$ 442 milhões até 2031. Com mais de dois milhões de hectares de florestas, o estado busca intensificar suas estratégias para prevenir queimadas.
Investimentos e Ações do Plano
Os recursos serão aplicados na contratação de brigadistas, locação de veículos e aeronaves, além do fortalecimento da infraestrutura de comunicação. O plano também prevê a manutenção da Força-Tarefa Previncêndio, aquisição de equipamentos especializados e ampliação das estruturas de monitoramento e coordenação operacional.
O governador Mateus Simões (PSD) destacou a importância do plano, afirmando que, com o apoio de instituições acadêmicas e entidades parceiras, será possível minimizar as perdas por incêndios no próximo ano. Segundo ele, a vasta extensão do estado, com mais de dois milhões de hectares de florestas plantadas, torna a iniciativa vital para a preservação ambiental.
Objetivos do Plano de Enfrentamento
A expectativa é que o plano contribua para a redução das áreas queimadas, fortaleça a proteção das Unidades de Conservação (UCs) e amplie a capacidade de monitoramento e resposta a incêndios. Além disso, o projeto visa aumentar a resistência das regiões mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas.
Uma das ações centrais do Corpo de Bombeiros será a criação de oito bases operacionais avançadas em UCs consideradas estratégicas. Uma nova base será instalada na Serra do Papagaio, proporcionando um suporte adicional nas áreas críticas.
Desafios e Contexto Climático
A elaboração do plano ocorre em um cenário de crescente preocupação com os efeitos das mudanças climáticas. Nos últimos anos, Minas Gerais tem enfrentado estiagens prolongadas e temperaturas elevadas, que intensificam a ocorrência de incêndios florestais e sua gravidade. O governo estadual reconhece esses desafios e se compromete a implementar medidas eficazes para proteger o patrimônio natural do estado.
