No Web Summit Rio 2026, a Microsoft apresentou uma nova perspectiva sobre a inteligência artificial (IA), afirmando que o setor está entrando em uma fase de maturidade. A presidente da Microsoft Brasil, Priscila Laham, destacou que a IA deixou de ser um experimento e se tornou um componente essencial na competitividade das empresas.
Investimentos significativos no Brasil
Durante o painel intitulado "R$ 14,7 bilhões – e contando", Priscila anunciou que a Microsoft está comprometida com um investimento recorde de R$ 14,7 bilhões em infraestrutura no Brasil. Segundo ela, essa decisão, tomada no final de 2024, representa o maior investimento da empresa no Brasil em seus 37 anos de atuação.
A nova abordagem da IA nas empresas
Priscila diferenciou empresas que utilizam IA como um experimento de aquelas que a incorporam como parte de sua estratégia operacional. Ela enfatizou que muitas iniciativas falham ao focar nas ferramentas em vez dos objetivos estratégicos. "Quando a IA é encarada como um projeto isolado, não se obtém retorno", afirmou.
Desafios da implementação da IA
Apesar do reconhecimento do potencial da IA por 90% dos executivos brasileiros, um obstáculo permanece: a resistência em redesenhar processos. Priscila alertou que "se a IA for aplicada a processos ineficientes, não haverá benefícios".
Inteligência humana como ativo valioso
Um dos pontos centrais da apresentação foi a valorização do capital humano nas empresas. Priscila destacou que a inteligência corporativa reside não apenas em sistemas, mas também nas pessoas. Para enfrentar essa realidade, a Microsoft introduziu o conceito de "Intelligence Gap", que representa a diferença entre o conhecimento disponível e sua aplicação efetiva nas decisões.
Preparação do mercado de trabalho
A empresa tem investido na formação de profissionais, atingindo mais de 6 milhões de pessoas, com 40 mil colaboradores treinados recentemente. "A demanda por profissionais qualificados supera a oferta", ressaltou Priscila.
Futuro das competências profissionais
Priscila também discutiu a evolução das habilidades profissionais, afirmando que o mercado começará a valorizar não apenas as competências individuais, mas também a capacidade de trabalhar com agentes de IA. "O currículo profissional vai incluir habilidades para interagir com essas tecnologias", comentou.
Brasil como protagonista na IA
Em resposta a preocupações sobre o Brasil se tornar apenas um fornecedor de infraestrutura, Priscila ressaltou que o país possui uma população digitalizada, um histórico de busca por produtividade e um ecossistema robusto de desenvolvimento, com cerca de 5 milhões de desenvolvedores ativos no GitHub.
A evolução dos modelos de custo em IA
Priscila também abordou a evolução do pensamento sobre custos em IA, destacando a transição para o conceito de AI FinOps. As empresas precisarão escolher modelos baseados em custo e desempenho, adaptando-se às suas necessidades específicas.
Para concluir, Priscila Laham enfatizou a importância de uma abordagem disciplinada e crítica em relação à transformação digital: "Continue estudando e mantenha o foco".
