Durante o MPN Forum em São Paulo, Maximilliam Nunes Starling Vieira, consultor sênior de conectividade da Petrobras, enfatizou que a implementação de redes celulares privativas (RCPs) deve ser orientada por casos de uso concretos. Ele afirmou: “O negócio não deve nascer da infraestrutura, mas sim do caso de negócio para a infraestrutura”.
Importância de um caso de uso sólido
Vieira destacou que é essencial ter um caso de uso que seja viável e que, ao final, traga valor, evitando que a infraestrutura se torne um fim em si mesma. Ele compartilhou suas experiências desde que a Petrobras começou sua jornada com RCPs, entre 2017 e 2018, estabelecendo redes privativas tanto em operações offshore quanto onshore.
Expansão da infraestrutura da Petrobras
A Petrobras já opera com 30 plataformas e 50 localidades conectadas, abrangendo áreas como as Bacias de Campos e de Santos. O executivo mencionou a surpresa com a necessidade de uma infraestrutura mais densa do que o inicialmente previsto, incluindo a instalação de sete antenas em uma única refinaria.
Aprendizados da Vale e da Globo
Bruno Jesus, da Vale, também compartilhou insights sobre o uso de RCPs, ressaltando a adaptação a diferentes topografias nas minas, onde a rede celular se mostrou mais eficiente que o Wi-Fi. Ele enfatizou a importância do 5G para operações críticas, como máquinas autônomas.
Tiago Facchin, da Rede Globo, abordou como o setor de mídia tem priorizado requisitos técnicos, como a baixa latência, para garantir uma transmissão de vídeo eficiente. Ele também mencionou a agilidade que as RCPs proporcionam na montagem de infraestruturas temporárias, embora reconheça desafios relacionados ao network slicing.
Desafios enfrentados por São Martinho
Edi Fiori, do Grupo São Martinho, destacou os desafios de manter equipamentos ativos em campo, citando problemas de infraestrutura que levaram equipamentos a ficarem offline. Além disso, ele mencionou a resistência cultural dos funcionários ao monitoramento em tempo real, que é uma nova realidade com o uso das RCPs.
