A Medley, tradicional fabricante de genéricos, está prestes a entrar em uma nova fase, com a possível aquisição pela EMS, conforme afirmou Lucia Rossato, diretora-geral da empresa. Em entrevista exclusiva, ela destacou que a Medley vive um momento crucial após a separação da Sanofi, que visa aumentar a agilidade e a capacidade de expansão da companhia.
Atualização sobre a fusão
Ainda pendente de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a compra não afetou as operações atuais da Medley, que continua funcionando de forma independente. A EMS, líder no mercado de genéricos com mais de 20% de participação, e a Medley, que ocupa a terceira posição com cerca de 10%, têm planos ambiciosos para o futuro.
Expectativas de crescimento
Lucia Rossato afirmou que os próximos 30 anos podem ser ainda mais promissores, com a Medley mirando não apenas a ampliação de seu portfólio de genéricos, mas também a entrada em novos segmentos de mercado. A empresa já registrou um crescimento de 23% no primeiro trimestre de 2026, um desempenho notável em meio às transformações que está enfrentando.
Logística e custos
Em relação aos desafios do setor, a diretora destacou a importância da logística e dos custos de insumos, que afetam diretamente a operação da Medley. Com uma rede complexa de transporte e distribuição em um país de dimensões continentais, a empresa busca constantemente otimizar seus processos logísticos para garantir a entrega eficiente de medicamentos.
Desafios futuros
Com a alta nos preços dos combustíveis e as variações nos custos de transporte, a Medley precisa se adaptar rapidamente para evitar rupturas na oferta de produtos. Rossato enfatizou que a continuidade do crescimento é essencial, especialmente considerando que 80% de seu portfólio consiste em medicamentos de prescrição, com alta demanda no mercado.
Planos de expansão
A Medley não pretende lançar produtos como canetas emagrecedoras de forma imediata, mas está atenta às oportunidades futuras. A empresa também busca expandir sua presença em canais como hospitais e mercados institucionais, ampliando seu impacto no setor farmacêutico. A comunicação com os consumidores e profissionais de saúde é uma prioridade, respeitando as regulamentações do setor.
