A pré-candidata ao Senado e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se pronunciou nesta sexta-feira (29/5) sobre a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. Segundo ela, essa medida terá um impacto significativo nos aliados dos que apoiaram a proposta, sem citar nomes específicos.
Impacto na Segurança Nacional
Marina destacou que o impacto será maior sobre aqueles envolvidos com o crime organizado. Ela afirmou: “Esses serão os mais impactados, com certeza”. A declaração vem na esteira do encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente norte-americano, Donald Trump, onde se discutiu a classificação das facções brasileiras.
Autonomia do Brasil
A ex-ministra enfatizou que o Brasil deve ser responsável por sua própria segurança e que a questão da segurança nacional deve ser tratada internamente. “Hoje, o debate sobre segurança está nacionalizado. Por isso que o presidente Lula se dispõe a trabalhar com todos os governadores”, disse Marina.
Intervenção Inaceitável
Marina também criticou a possibilidade de que essa classificação abra espaço para intervenções externas, afirmando que “criar ganchos, que é uma linguagem da diplomacia, para possibilitar qualquer tipo de aventureirismo intervencionista no nosso país, isso não é tolerável”.
Classificação Oficial
O PCC e o CV devem ser oficialmente incluídos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) no próximo dia 5 de junho. De acordo com informações do governo Trump, essas facções são consideradas algumas das organizações criminosas mais violentas do Brasil, afetando diretamente a segurança dos EUA.
Controvérsias sobre Flávio Bolsonaro
Em meio a esse contexto, surgem questões sobre a trajetória política de Flávio Bolsonaro. Em 2020, o Ministério Público do Rio de Janeiro apontou que ele teria se beneficiado de práticas irregulares ligadas a milícias, incluindo a construção de imóveis ilegais com recursos públicos. Essas acusações levantaram preocupações sobre sua relação com o crime organizado.
Conexões Criminosas
A relação de Flávio com o miliciano Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime, também é um ponto controverso, especialmente após a morte do miliciano em 2020. Flávio foi acusado de promover homenagens a Adriano e de ter vínculos que levantam suspeitas sobre sua atuação política e suas conexões com o crime.
