O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, durante a reunião do G7 em Evian, na França, a necessidade de uma governança de inteligência artificial que respeite as particularidades de cada nação. Ele destacou que essa abordagem deve fortalecer a democracia, a coesão nacional e a soberania dos países.

Desigualdades na Era Digital

Lula enfatizou que, se não houver ações deliberadas, a inteligência artificial pode acentuar as desigualdades existentes. "Enquanto empresas de tecnologia acumulam valores comparáveis aos das maiores economias, 2,6 bilhões de pessoas ainda estão desconectadas da internet", alertou o presidente.

Importância das Nações Unidas

O presidente brasileiro ressaltou a importância das Nações Unidas, afirmando que "nenhum foro substitui a universalidade" dessa organização. Ele citou iniciativas como o Pacto Digital Global e o Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial como avanços significativos.

Expectativas para Genebra

Lula expressou esperança por "avanços concretos" no próximo evento da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que ocorrerá de 7 a 10 de julho em Genebra, focando na governança de IA.

Críticas ao Domínio dos EUA

O discurso também incluiu críticas ao domínio tecnológico dos Estados Unidos, embora Lula não os mencionasse diretamente. Ele citou um estudo do Banco Mundial que revela que entre 2016 e 2021, os EUA foram responsáveis por quase 90% das exportações de serviços de computação em nuvem.

Defesa da Economia Digital Brasileira

Lula defendeu que os países do Sul Global não devem ser vistos apenas como fornecedores de dados e mercados consumidores, mas que devem proteger a governança e os benefícios econômicos dos dados gerados por suas sociedades. Ele também ressaltou a importância do sistema de pagamentos Pix como um exemplo de inclusão financeira e eficiência digital.

Compromisso com a Inclusão Digital

O presidente brasileiro afirmou que o Brasil seguirá trabalhando para criar um ambiente digital que ofereça segurança jurídica e igualdade de condições entre empresas nacionais e estrangeiras, ressaltando que a infraestrutura digital é um dos bens mais estratégicos do século XXI.