A Justiça de Minas Gerais determinou a realização de um novo julgamento para Pedro Henrique Rocha Gomes, um dos suspeitos de agredir e enterrar viva uma mulher em um cemitério na cidade de Visconde do Rio Branco. A decisão foi tomada após um recurso do Ministério Público que contestou a absolvição anterior de Gomes pelo Tribunal do Júri.

Contexto do Crime

O caso, que ganhou notoriedade em março de 2023, envolveu a agressão de uma mulher que, segundo os réus, foi acusada de ter sumido com armas e drogas do grupo. A vítima foi espancada e levada ao cemitério, onde foi enterrada viva em uma gaveta funerária, uma ação brutal que culminou em sua tentativa de homicídio qualificada, tortura, extorsão e violação de sepultura.

Decisão Judicial

Após a análise do recurso do Ministério Público, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concluiu que a decisão anterior que absolveu Pedro Henrique era 'manifestamente contrária à prova dos autos'. As testemunhas e a própria vítima apontaram sua participação ativa nas agressões, levando à determinação de um novo júri.

Atualização dos Réus

Os outros dois réus do caso, João Luciano da Cunha Souza e Wallace Mateus dos Santos, já foram condenados e cumprem penas que totalizam mais de 46 anos. João Luciano foi sentenciado a 23 anos e 6 meses, enquanto Wallace Mateus recebeu uma pena de 23 anos. Ambos estão detidos na Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora.

Cronologia dos Fatos

Os eventos que levaram ao crime começaram com um esquema de extorsão que obrigava a vítima a armazenar armas e drogas sob ameaças. Em 28 de março de 2023, após perceberem a falta dos materiais ilícitos, os acusados agrediram a mulher e a enterraram viva. Coveiros, ao ouvirem gemidos vindos de um túmulo, acionaram a polícia, que conseguiu resgatar a mulher.

Próximos Passos

Com a nova determinação do TJMG, Pedro Henrique Rocha Gomes se prepara para enfrentar um novo julgamento, enquanto os outros réus ainda tentam contestar suas condenações. A Defensoria Pública, que representa Wallace, não se manifestou sobre o caso, e contatos foram feitos com as defesas dos outros acusados, mas sem respostas até o momento.