A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) está à frente de dois projetos voltados para a vitivinicultura no Sul de Minas, especialmente nos municípios de Caldas, Santa Rita de Caldas e Andradas. Essas iniciativas têm como objetivo fortalecer a produção de uvas americanas e vinhos de mesa, resgatando a rica tradição cultural da região.

Investimento e Ações Realizadas

Os projetos estão sendo viabilizados com um investimento de aproximadamente R$ 1 milhão, oriundos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). As ações incluem a criação de unidades demonstrativas que apresentam diversas variedades de uvas híbridas, destinadas à elaboração de espumantes, vinhos e sucos. Além disso, capacitações para os produtores estão sendo realizadas.

Envolvimento das Crianças

As atividades também se estendem às escolas e creches de Caldas, onde estudantes do 6º ao 9º ano participam de ações educativas que destacam a importância histórica da vitivinicultura. Em uma das visitas, as crianças tiveram a oportunidade de vivenciar a tradição da pisa da uva, promovendo um aprendizado prático.

Legalização de Produtores

A legalização dos viticultores tem sido uma preocupação crescente, com a demanda surgindo a partir de uma ação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A enóloga da Epamig, Angélica Bender, explica que pequenos produtores estão se organizando para criar um grupo de trabalho focado na regularização de seus estabelecimentos.

Alternativas de Custo

Dentre as propostas discutidas está a aquisição de um caminhão para envase, visando reduzir os custos de implantação das vinícolas. O envase é identificado como uma das etapas mais onerosas para os produtores. Para entender melhor o processo, o grupo visitou uma cooperativa em Jundiaí (SP) que já utiliza essa alternativa.

Próximos Passos

No início de junho, uma reunião foi realizada com um número maior de produtores interessados na legalização. A próxima fase, que terá início na segunda quinzena deste mês, envolverá a avaliação das propriedades para verificar as condições necessárias à regularização. Embora ainda não exista um levantamento exato do número de viticultores familiares na região, o interesse em legalização e resgate cultural tem crescido.

Potencial do Enoturismo

Por fim, o grupo de trabalho também está avaliando o potencial do enoturismo como uma forma de agregar valor à produção local. Com a participação da Epamig, Emater-MG, Senar-MG, Sindicato dos Produtores Rurais, Sebrae e lideranças municipais, as iniciativas visam não apenas a produção, mas também o fortalecimento da identidade cultural da vitivinicultura na região.