O Instituto Estadual de Florestas (IEF) esteve presente em Brasília esta semana, participando do seminário do Programa Rural Sustentável. O evento reuniu especialistas, produtores rurais e técnicos para discutir os resultados e aprendizados obtidos em mais de dez anos de implementação em diversos biomas brasileiros, como Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

Ações em Minas Gerais

No seminário, foram destacadas as ações desenvolvidas em Minas Gerais por meio da iniciativa PRA Produzir Sustentável. Este programa tem como objetivo promover práticas agropecuárias sustentáveis e a recuperação ambiental em propriedades rurais do estado.

Atuação nos biomas

O IEF atuou em parceria com o programa nas regiões da Mata Atlântica e do Cerrado. Na Mata Atlântica, as ações se concentraram principalmente no Nordeste de Minas Gerais, com ênfase na mobilização de produtores rurais e no incentivo ao fomento florestal, visando a recuperação de áreas protegidas por legislação.

Capacitação no Cerrado

No Cerrado, o foco foi a capacitação de agentes de assistência técnica, que passaram a apoiar a regularização ambiental de propriedades rurais. Esses profissionais foram treinados para auxiliar na elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR), fundamental para a gestão ambiental das propriedades.

Impactos do programa

Durante o painel “Acesso a políticas públicas e inclusão produtiva”, a analista ambiental do IEF, Janaína Mendonça, ressaltou que um dos principais impactos do Programa Rural Sustentável é a demonstração de que é possível combinar produção agropecuária com a conservação ambiental. Ela destacou que as unidades demonstrativas do programa mostram aos produtores que é viável conciliar produtividade e preservação dos recursos naturais.

Financiamento e execução

O Programa Rural Sustentável é financiado através de cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), utilizando recursos do Financiamento Internacional do Clima do Governo do Reino Unido. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é o beneficiário institucional. O programa é executado pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) nos biomas Cerrado e Amazônia, e pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) na Caatinga.