O Instituto Estadual de Florestas (IEF) em Minas Gerais emitiu um alerta sobre os perigos da domesticação de jabutis, especialmente da espécie Jabuti-piranga, que é frequentemente comercializada ilegalmente. Apesar de parecerem fáceis de cuidar, esses animais demandam atenção especial e podem causar complicações para a saúde pública e a conservação ambiental.
A diretora de Proteção à Fauna do IEF, Ariane Goulart, enfatizou que o aumento no número de jabutis acolhidos pelos Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) revela uma situação alarmante. O instituto não apenas resgata e reabilita os animais, mas também promove campanhas de conscientização sobre os problemas da criação irregular de espécies silvestres.
Um estudo realizado em Belo Horizonte indicou que 72% dos jabutis examinados estavam contaminados com bactérias, e 56% apresentavam resistência a antibióticos. Essa resistência pode ser resultado de contaminação ambiental, representando uma ameaça tanto para a saúde animal quanto para a humana.
O IEF alerta que, ao contrário de cães e gatos, os jabutis não são animais domesticados e sua retirada do habitat natural pode prejudicar seu comportamento. Além disso, sua longevidade, que pode ultrapassar 80 anos, exige planejamento e cuidados constantes. A criação legal deve ser feita apenas em criadouros autorizados, e é fundamental que as pessoas compreendam que jabutis não são animais de estimação convencionais.