O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, na tarde de terça-feira (16/6), revogar a urgência constitucional do projeto de lei que propõe o fim da jornada de trabalho 6x1, onde os trabalhadores atuam por seis dias seguidos e descansam apenas um. A decisão foi comunicada em um despacho enviado ao Congresso, visando desobstruir a pauta da Câmara dos Deputados.
Negociações na Câmara
A revogação ocorreu após o governo dialogar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que havia priorizado a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o mesmo tema, já em análise na Casa. O projeto de lei do governo estava programado para ser votado na noite da mesma terça.
Histórico da Proposta
Em abril, o governo enviou ao Congresso um projeto para acabar com a jornada 6x1, inicialmente com urgência constitucional, que estabelece um prazo de 45 dias para que cada Casa Legislativa, Câmara e Senado, analise a proposta. Entretanto, a PEC, com forte apelo popular, se tornou a prioridade.
Tramitação na Câmara
A PEC que propõe o fim da escala 6x1 foi aprovada pelo plenário da Câmara em 27 de maio. Enquanto isso, o projeto de lei do governo ficou sem votação, e o prazo de 45 dias da urgência expirou em 30 de maio, o que resultou em um bloqueio da pauta da Casa, impedindo a votação de outros projetos até que o texto fosse apreciado.
Desafios no Senado
No Senado, a tramitação da PEC enfrenta resistência. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), tem se mostrado relutante em acelerar a análise da proposta, complicando ainda mais a situação para o governo que esperava que a urgência do projeto pressionasse o Senado a avançar com a proposta.
Expectativas Futuras
Com a retirada da urgência do projeto de lei, as expectativas em torno da mudança na jornada 6x1 permanecem incertas. A continuidade das negociações e a articulação no Congresso serão fundamentais para o futuro da proposta e para a definição de novas diretrizes sobre a jornada de trabalho no Brasil.
