O Governo Federal formalizou a cessão de um terreno que abriga a antiga linha férrea do Ramal Ferroviário de Águas Claras, localizado na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima. A área, que estava desativada há anos, será destinada à construção de uma nova avenida e de um parque linear, uma iniciativa que promete transformar a mobilidade urbana na região.
Formalização da Cessão
A assinatura da portaria aconteceu na tarde desta quinta-feira (11/6), durante um evento do programa Imóvel da Gente. Esta formalização é resultado de um Acordo Preliminar firmado em junho de 2024 entre os prefeitos de Belo Horizonte, Fuad Noman, e de Nova Lima, João Marcelo Dieguez. Embora a área já estivesse sob a guarda provisória dos municípios, ela ainda pertencia à União.
Importância do Terreno
O terreno cedido possui cerca de 400 mil m² e se estende por aproximadamente 5,2 quilômetros, indo da BR-356 até a Mina de Águas Claras, atravessando importantes bairros como Belvedere, Vila da Serra e Jardim da Torre. A construção da nova avenida tem como objetivo facilitar o tráfego, permitindo que motoristas acessem a rodovia sem passar pelo congestionado trevo do BH Shopping.
Benefícios Ambientais e de Lazer
Além de melhorar a mobilidade, o projeto também se preocupa com a preservação ambiental. O parque linear, que está sendo denominado Parque das Águas, contemplará praças, trilhas ecológicas e áreas verdes, ampliando as opções de lazer para os moradores da região.
Futuro do Ramal Ferroviário
Apesar da cessão do terreno para a nova infraestrutura, o futuro do restante do trajeto ferroviário ainda é incerto. O ramal de Águas Claras fazia parte de uma linha que conectava Ibirité à Mina de Águas Claras, e houve discussões sobre a reativação dessa ferrovia para ligar o Belvedere a Brumadinho. Entretanto, essa proposta não está mais nos planos atuais, que priorizam a construção da avenida e do parque.
Colaboração das Entidades
A formalização da cessão contou com a anuência de várias instituições, incluindo o Ministério Público Federal, o Ministério Público de Minas Gerais, o Governo do Estado, a Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Agência RMBH) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF), demonstrando um esforço colaborativo em prol do desenvolvimento urbano e da qualidade de vida na região metropolitana.
