O Governo do Amazonas emitiu um alerta sobre a possibilidade de enfrentar uma seca semelhante à que ocorreu em 2023, no segundo semestre deste ano. A previsão é baseada na formação do fenômeno climático El Niño, que tende a reduzir as chuvas e prolongar os períodos de estiagem na região.

Reunião do Comitê de Enfrentamento

A informação foi divulgada durante uma reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos, liderada pelo governador Roberto Cidade. A Defesa Civil do Amazonas estima que há mais de 80% de chance de o El Niño se estabelecer entre o segundo semestre de 2026 e 2027.

Impactos do El Niño

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, resultando em menos chuvas e temperaturas elevadas na Amazônia. Durante a reunião, o governador enfatizou que o estado está se preparando para os possíveis efeitos da seca, afirmando: "Estamos nos antecipando à seca deste ano, que será muito parecida com a de 2023. Estamos prontos e tomamos medidas para minimizar o sofrimento de nossa população."

Reuniões com Prefeitos

O governo planeja realizar uma nova reunião com prefeitos e secretários municipais de Defesa Civil, especialmente dos 19 municípios mais vulneráveis aos efeitos da estiagem, para discutir as projeções e ações a serem tomadas.

Previsões da OMM

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) aponta que os modelos climáticos favorecem o desenvolvimento de um novo episódio de El Niño no segundo semestre de 2026, o que pode provocar sérios impactos na região.

Preparativos e Orientações

Desde abril, o Governo do Amazonas vem promovendo reuniões técnicas e planejamento com órgãos públicos e municípios para minimizar os efeitos de uma possível seca. No dia 11 de junho, foi decretada situação de emergência climática e ambiental por 180 dias, como medida preventiva. A Defesa Civil orienta os moradores de áreas ribeirinhas a economizar água, manter reservas de alimentos e medicamentos e acompanhar as atualizações das autoridades.

Riscos de Incêndios

Além da diminuição dos níveis dos rios, a seca também aumenta o risco de incêndios florestais. A combinação de baixa umidade, altas temperaturas e vegetação seca pode facilitar a propagação do fogo. Para combater essa situação, o governo intensificou as ações de prevenção de queimadas através da operação Amazonas + Verde e reforçou a estrutura do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), que contará com 812 profissionais durante o período crítico da estiagem.