Em resposta ao risco de um 'super El Niño', o governo federal decidiu montar um grupo de especialistas que se reunirá semanalmente para acompanhar os impactos desse fenômeno climático. O objetivo é coordenar ações de prevenção e resposta em todo o Brasil.

Integração entre órgãos governamentais

Representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) já realizaram três reuniões técnicas sobre o tema. Essas reuniões são essenciais para o planejamento das ações federais em colaboração com estados, municípios e organizações da sociedade civil.

Aumento da frequência das reuniões

Antes realizadas a cada 45 dias, as reuniões sobre o El Niño agora ocorrerão semanalmente, dada a previsão de impactos climáticos que podem se intensificar nos próximos meses. Desde o início do ano, o governo tem estruturado medidas integradas para reduzir os efeitos de eventos extremos associados ao fenômeno.

Retorno da Sala de Situação sobre Incêndios Florestais

Além disso, a administração pública também reativou a Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, que reúne 13 ministérios e nove autarquias federais para monitorar cenários críticos e definir respostas emergenciais durante períodos de alto risco.

Impactos do El Niño no Brasil

O Cemaden já confirma que o El Niño está configurado e seus efeitos estão sendo observados globalmente, com registros de aumento das temperaturas em países como EUA e Austrália. No Brasil, os impactos variam conforme a região: no Sul, espera-se um aumento das chuvas e, consequentemente, um maior risco de enchentes e alagamentos.

Previsões para as regiões Norte e Nordeste

Os especialistas preveem que as regiões Norte e Nordeste sentirão os efeitos do El Niño em períodos distintos, com impactos mais perceptíveis durante o verão e outono de 2027. Nessas áreas, há uma expectativa de diminuição das chuvas e aumento das temperaturas, o que pode agravar a situação de seca e afetar a agricultura e o abastecimento de água.