No dia 25 de setembro, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, teceu críticas à proposta do senador Renan Calheiros (MDB-AL) que sugere o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para cobrir os déficits enfrentados por institutos de previdência de estados e municípios decorrentes de investimentos no Banco Master.
Galípolo destacou que é essencial preservar a integridade do FGC, que foi criado para proteger investidores de varejo, e não para garantir investimentos de fundos institucionais. Ele argumentou que os gestores de pensão são profissionais remunerados para tomar decisões de investimento, e que a proposta de Renan poderia distorcer a finalidade do fundo.
Preocupações com a proposta
O presidente do BC ressaltou que o FGC tem como objetivo igualar as condições entre instituições financeiras menores e maiores, e expressou receio de que a proposta leve a uma confusão sobre seu propósito original. Ele afirmou que a intenção do fundo é resguardar o pequeno investidor, e não aqueles que atuam de forma profissional no mercado.
Renan Calheiros, por sua vez, apresentou um projeto de lei que, caso seja aprovado, permitirá que o FGC cubra um rombo estimado em R$ 1,87 bilhão gerado por 18 institutos previdenciários que investiram no Banco Master. O senador justificou sua proposta como uma forma de proteger tais instituições, mas deixou claro que não haverá isenção para gestores que agiram de má-fé.