A Fundação Theodomiro Santiago (FTS), envolvida em um escândalo que inclui um suposto operador do ex-secretário de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, firmou contratos públicos que totalizam mais de R$ 214 milhões em ao menos 10 estados, todos realizados sem licitação.

Origem e Crescimento da Fundação

Fundada em 1960 para apoiar a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) em projetos de engenharia e ciências exatas, a FTS, com sede na cidade de Itajubá, passou por recredenciamento junto ao Ministério da Educação em 2024, o que possibilitou a expansão de suas atividades, resultando em contratos vultosos.

Contratos e Valores

De acordo com o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), a FTS possui contratos, dentre eles, R$ 14,95 milhões com a São Paulo Transportes S/A (SPTrans) para consultoria, R$ 175,8 milhões com a Secretaria de Educação do Maranhão para ampliação da Educação Profissional e Tecnológica, e R$ 8,1 milhões com a Prefeitura de Sabará para regularização fundiária.

Dúvidas sobre Capacidade Técnica

Especialistas expressaram preocupações sobre a capacidade técnica da FTS para gerenciar contratos tão diversos, dado o número limitado de pesquisadores na fundação. Além disso, a entidade não divulga publicamente seus balanços financeiros, alegando cláusulas de sigilo.

Denúncia e Investigação

No final de 2025, um fornecedor relatou ao governo de Minas que um suposto operador de Rossieli Soares tentou manipular propostas de fornecimento de materiais didáticos, sugerindo que a FTS atuasse como intermediária. A Secretaria de Educação foi alertada e pediu uma investigação formal.

Resposta da Fundação

A FTS não se manifestou sobre a denúncia até o momento. Em nota, afirmou que não teve acesso à denúncia da Controladoria-Geral do Estado e que não houve formalização de qualquer parceria relacionada aos fatos citados. A fundação se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas.