Em um marco significativo por seus cem anos, o grupo Fleury inaugura em São Paulo uma nova unidade, o Fleury Lifecare, que representa uma mudança estratégica para o setor de envelhecimento saudável. O espaço, situado na alameda Gabriel Monteiro da Silva, nos Jardins, é um investimento de R$ 35 milhões e visa atender a demanda crescente por serviços de saúde focados na longevidade.

Mercado em Crescimento

Atualmente, o mercado relacionado ao envelhecimento saudável movimenta aproximadamente R$ 38 bilhões no Brasil, com R$ 6,5 bilhões concentrados apenas em São Paulo. Desses, R$ 3,9 bilhões pertencem ao segmento premium. A presidente da unidade de negócios B2C do grupo Fleury, Patrícia Maeda, destaca que o Lifecare atua como um 'flagship' da marca, reunindo serviços diagnósticos tradicionais com uma experiência mais integrada e personalizada.

Foco na Prevenção

O Fleury Lifecare é direcionado a pessoas a partir dos 35 anos, uma faixa etária considerada ideal para intervenções preventivas que podem minimizar o impacto de doenças crônicas no envelhecimento. O serviço é estruturado em seis pilares fundamentais: alimentação saudável, atividade física, sono reparador, manejo do estresse, gestão da menopausa e saúde sexual, além da conexão social.

Jornada do Paciente

A jornada do paciente inicia-se com uma consulta médica e a realização de exames que resultam em um relatório denominado 'mapa da saúde'. Esse documento compila indicadores metabólicos, hormonais, cardiovasculares e de bem-estar, permitindo orientações personalizadas e acesso a ciclos de acompanhamento contínuo.

Modelo de Atendimento

Os serviços do Fleury Lifecare serão oferecidos inicialmente de forma particular, enquanto os exames diagnósticos terão cobertura pelos planos de saúde credenciados. O modelo permite que o cliente contrate serviços específicos ou opte por uma mensalidade para acompanhamento contínuo, sendo que a consulta inicial custa R$ 1.500.

Inovações Tecnológicas

Entre as inovações, destaca-se o 'relógio epigenético', que estima a idade biológica através da análise de padrões de metilação do DNA. Essa técnica pode diagnosticar e classificar com precisão tipos de câncer e avaliar variantes genéticas que influenciam o metabolismo. O endocrinologista Pedro Saddi, responsável médico pelo projeto, afirma que o teste ajuda a refinar a avaliação de risco e monitorar o impacto das mudanças de estilo de vida.

Além disso, a unidade pode oferecer a análise da microbiota intestinal, com base em evidências que relacionam perfis específicos à saúde metabólica. No entanto, o projeto enfrenta discussões sobre os riscos de excessos na medicalização. Saddi ressalta que o programa seguirá protocolos rigorosos para garantir a eficácia e a utilidade clínica dos exames realizados.