No dia em que celebra seus 105 anos, o Figueirense relembra um capítulo curioso de sua história: a tentativa de transformar o Estádio Orlando Scarpelli em uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil.

Histórico da Candidatura

Entre 2007 e 2009, Florianópolis disputou a chance de ser uma das cidades-sede do Mundial, tendo o estádio do Figueirense como peça central no projeto da Arena Florianópolis. A proposta incluía uma reforma abrangente para atender às exigências da FIFA.

Investimentos e Expectativas

O projeto inicial previa um investimento entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões, caso Florianópolis fosse escolhida. Se a cidade não fosse selecionada, o plano seria reduzido a uma reforma que aumentasse a capacidade do estádio para 30 mil torcedores, o que seria suficiente para finais de campeonatos importantes.

Desafios Legais e Urbanísticos

A construção da nova arena enfrentou obstáculos jurídicos, necessitando de mudanças no plano diretor do bairro Estreito. A disputa legal foi vencida pelo Figueirense, que seguiu com o planejamento.

Preparativos e Inspeções

No início de 2009, o projeto definitivo foi revelado, com capacidade para 42.473 espectadores. A FIFA e o Comitê Organizador Brasileiro realizaram uma visita à cidade para avaliar a infraestrutura, incluindo a mobilidade urbana e a rede hoteleira.

Reação à Exclusão

Em maio de 2009, a cidade ficou de fora da lista final de sedes. A decisão causou reações políticas em Santa Catarina, com críticas do então governador Luiz Henrique à escolha da FIFA.

Legado do Figueirense

Apesar de não ter se concretizado, a ideia da Arena Florianópolis se tornou um marco na história do clube e da cidade, que mesmo sem jogos, manteve-se no clima da Copa durante o evento de 2014.