O Festival Literário, Cultural e Artístico (Literarte) foi realizado na última sexta-feira (5) na Praça São Miguel, localizada na Vila dos Remédios, em Fernando de Noronha. Este evento destacou a intersecção entre literatura e meio ambiente, reunindo tanto moradores quanto turistas em atividades culturais voltadas à preservação ambiental.

Comemorações e Participações

A celebração também marcou os 40 anos da criação da Área de Proteção Ambiental (APA), com a presença de escritores locais e convidados. A chefe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na ilha, Lilian Hangae, ressaltou a relevância de integrar a comemoração da APA com um festival literário durante a Semana do Meio Ambiente, afirmando que a cultura é parte essencial da área protegida.

Fortalecimento das Iniciativas

O oceanógrafo José Martins, que coordena o Projeto Golfinho Rotador, avaliou positivamente a coincidência entre as datas, afirmando que isso fortaleceu ambas as iniciativas. Durante o evento, foram apresentados debates sobre o tratamento de resíduos sólidos na ilha, com vídeos produzidos por estudantes locais.

Literatura e Identidade

A mesa de discussão intitulada "Literatura, Território e Identidade" contou com a presença da escritora Daniela Mesquita, que compartilhou sua experiência e falou sobre seus livros relacionados à ilha. Ela expressou seu desejo de lançar um novo livro, intitulado 'Antes que o Mar Esqueça', na próxima edição do festival em 2027.

Acesso à Literatura

Os participantes puderam adquirir livros na banca da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), uma iniciativa importante, já que Fernando de Noronha não possui livrarias. Kevele Lima, um dos condutores de visitantes, sugeriu que futuras edições do festival incluam mais estandes e autores para ampliar o acesso a obras literárias.

Evolução do Festival

Esta foi a segunda edição do Literarte, promovida pela Administração de Fernando de Noronha em colaboração com a comunidade local, contando com o apoio de diversas instituições e empresas. Edna Moura, da comissão de curadoria, destacou que esta edição foi um avanço em relação à primeira, com forte participação da comunidade e a presença de seis autores locais.

O festival foi realizado pela primeira vez durante a Semana do Meio Ambiente, com o objetivo de atrair visitantes na baixa temporada. Os organizadores pretendem manter essa estratégia para as próximas edições, visando beneficiar a comunidade, artistas e escritores da ilha.