As festas juninas em Minas Gerais estão se mostrando uma grande oportunidade para o varejo alimentício. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio-MG), 87% das empresas do setor acreditam que as festividades trarão resultados positivos para seus negócios.
Expectativas de vendas
Para o ano de 2026, a maioria dos empresários está otimista: 48,4% acreditam que as vendas durante as festas juninas serão superiores às do ano passado, enquanto 41% esperam resultados semelhantes. Somente 10,1% projetam um desempenho inferior. O otimismo é o principal motivador, com 50,2% dos entrevistados mencionando essa perspectiva como fator crucial para o crescimento.
Produtos mais procurados
Os empresários estão se preparando para a demanda com a aquisição de produtos tradicionais das festas, como canjica (62,3%), amendoim (60,1%) e milho (34,4%). Outros itens que também devem ter boa procura incluem pipoca (31,5%), doces (17,6%), carnes (15,8%) e bebidas (13,6%).
Investimentos e pagamentos
O estudo revela que 62% das empresas já realizaram investimentos para atender à demanda, enquanto 12,2% ainda planejam fazê-lo antes das festas. A segunda quinzena de junho, que inclui os dias de São João e São Pedro, é prevista como o período de maior movimento.
Meios de pagamento e estratégias de marketing
O tiquete médio esperado pelos consumidores varia entre R$ 70 a R$ 100 (26,2%) e R$ 100 a R$ 200 (18,8%). O Pix se destaca como o meio de pagamento mais utilizado, seguido por cartão de débito e crédito. Para atrair clientes, 73,4% dos empresários estão apostando em ações promocionais, com o Instagram sendo a plataforma preferida para divulgação.
Impacto econômico das festas
As festas juninas não apenas promovem a cultura local, mas também fortalecem a economia, especialmente pequenos e médios negócios. As vendas online, embora ainda em desenvolvimento, estão crescendo, com o WhatsApp se tornando um canal essencial para aqueles que atuam no formato digital. Gabriela Filipe Martins, economista da Fecomércio-MG, ressalta a importância desse momento para fidelizar clientes e aumentar receitas.
