Um novo estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) ressalta que o futuro do Brasil está intrinsecamente ligado à inclusão de jovens negros nas políticas públicas. Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud, afirma que sem a participação dessa população, o país terá dificuldades em se desenvolver plenamente.

A pesquisa Radar IDHM, divulgada recentemente, apresenta dados sobre o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e evidencia as disparidades entre brancos e negros no Brasil. Enquanto o IDHM dos brancos subiu de 0,804 em 2012 para 0,851 em 2024, o dos negros aumentou de 0,694 para 0,774 no mesmo período.

Betina Barbosa destaca a necessidade de criar políticas públicas que incluam a população jovem negra, que representa uma parte significativa da sociedade brasileira, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Ela enfatiza que a equação do desenvolvimento deve considerar esses jovens para reduzir as desigualdades regionais.

O estudo ainda revela que, apesar dos avanços, as desigualdades permanecem evidentes, principalmente em relação à renda e expectativa de vida. Enquanto homens e mulheres brancos desfrutam de condições superiores, a realidade da população negra ainda é desafiadora, indicando a necessidade urgente de um novo ciclo de desenvolvimento que priorize a inclusão e a equidade.