A TV 3.0, a nova geração da televisão aberta, já começou a operar no Brasil, mas sua tecnologia já está em uso em diversos países. O padrão internacional ATSC 3.0 é a base para essas transmissões, que integram o sinal da antena com a internet de banda larga, oferecendo uma experiência diferenciada ao espectador.
Como a tecnologia está sendo adotada no exterior
A Coreia do Sul é uma das pioneiras na implementação da TV 3.0, começando suas transmissões em 2016 e avançando para resoluções 4K no ano seguinte. Nos Estados Unidos, a tecnologia é conhecida como NextGen TV e a transição está ocorrendo de forma gradual, alcançando uma parte significativa das residências. Outros países, como Jamaica e Trinidad e Tobago, também já iniciaram suas transmissões, enquanto a Índia está em fase de testes.
A nova dinâmica de assistir TV
Uma das grandes mudanças trazidas pela TV 3.0 é a transformação da experiência do espectador, que agora navega pelos canais de forma semelhante a um serviço de streaming. Isso significa que o telespectador pode escolher o que assistir com a mesma fluidez que se faz em plataformas como a Netflix, com menus digitais e interativos disponíveis diretamente na tela.
Vantagens práticas da nova tecnologia
Com essa nova abordagem, quem assiste a esportes, por exemplo, pode acompanhar jogos de futebol americano ou beisebol pela antena, enquanto utiliza a internet para acessar janelas secundárias com estatísticas em tempo real e ângulos de câmera variados. Além disso, a função de assistir programas desde o início, mesmo que já tenham começado, é uma das facilidades que a TV 3.0 oferece.
Melhorias no áudio e segurança pública
O áudio também passa por melhorias significativas, com sistemas de som inteligente que permitem isolar diálogos e ajustar volumes de forma mais eficaz. Em termos de segurança pública, a TV 3.0 é capaz de fornecer avisos de emergência mais precisos, utilizando informações geográficas para direcionar alertas e rotas de fuga seguras, interrompendo a programação quando necessário.
Uma nova era para as transmissões no Brasil
O Brasil seguirá o padrão ATSC 3.0, mas com adaptações locais. O formato brasileiro, chamado DTV+, incluirá tecnologias modernas de compressão de vídeo, como o VVC, e um ecossistema de interatividade nacional. Essas inovações visam não apenas acompanhar as tendências globais, mas também atender às necessidades específicas dos espectadores brasileiros.
