O inverno no Hemisfério Sul começa às 5h25 do próximo domingo (21), e as expectativas para esta estação são diferentes do habitual. Devido ao fenômeno El Niño, os brasileiros devem experienciar um inverno menos rigoroso durante os próximos três meses, conforme um estudo da consultoria meteorológica Nottus.
Impacto do El Niño
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico equatorial, com temperaturas do mar superando 0,5°C acima da média. A Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (Noaa) confirmou o início desse fenômeno na semana passada, trazendo novas expectativas climáticas para o Brasil.
Chuvas e secas pelo Brasil
O inverno deste ano será marcado por um aumento significativo de chuvas na Região Sul, enquanto o Norte e o Nordeste enfrentam a possibilidade de secas, com precipitações mais curtas e menos intensas. O meteorologista Alexandre Nascimento, da Nottus, ressalta que as temperaturas poderão ser baixas no início do inverno, mas os efeitos do El Niño devem impedir a ocorrência de frios extremos, especialmente a partir de agosto.
Variedade de temperaturas
A combinação de ventos quentes do Norte e períodos secos pode elevar gradualmente as temperaturas, fazendo com que muitos sintam um inverno mais ameno. Nascimento alerta que isso não significa a ausência de frio, mas sim que os episódios de frio intenso serão breves e raros.
Previsões mensais
O estudo também destaca que julho deve ser um mês de chuvas acima da média nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, enquanto no Sul as precipitações se intensificam nas áreas interiores. Em agosto, a chuva deverá se concentrar no extremo norte do país e na faixa leste do Nordeste, com Minas Gerais e Goiás enfrentando um período seco típico da estação.
Expectativas para o futuro
Para setembro, a previsão é de chuvas mais intensas no Sul, superando a média climatológica, enquanto o Nordeste deve registrar precipitações abaixo do normal. Embora o meteorologista não preveja eventos climáticos extremos como os que afetaram o Rio Grande do Sul em meses anteriores, ele expressa preocupação com o chamado “Super El Niño”, que poderá ter impactos significativos no sistema elétrico brasileiro até 2027.
