O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) voltou a criticar o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sugerindo um rompimento com o partido Novo. A declaração vem após Zema expressar preocupações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato do PL, e Daniel Vorcaro, banqueiro preso por suspeitas de fraudes.

Postura de Zema

Eduardo afirmou nas redes sociais que Zema tem uma "postura vagabunda", ressaltando que o ex-governador critica Flávio Bolsonaro por desejar ocupar seu lugar. Para Eduardo, a relação de Zema com o Novo deve ser reavaliada, sugerindo que um rompimento seria apropriado.

Declarações de Zema

Em uma sabatina no canal Brasil Paralelo, Zema declarou que "quem anda com bandido merece ser visto com cautela". Ele questionou a possibilidade de apoiar alguém que se aproxima de um banqueiro com um histórico criminal, enfatizando sua indignação sobre a situação.

Críticas e Doações

As tensões entre Eduardo e Zema aumentaram após o ex-governador chamar de "imperdoável" o pedido de Flávio por recursos para financiar uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. Eduardo ressaltou que o partido de Zema recebeu R$ 1 milhão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel, durante sua campanha à reeleição, o que levanta questões sobre a moralidade das doações.

Recuo de Zema

Após críticas, Zema mudou seu tom e afirmou que a situação era "página virada", sendo fotografado ao lado de Flávio em um evento recente. Ele minimizou a doação de Henrique Vorcaro, argumentando que ocorreu em um momento em que não havia suspeitas e que o valor foi modesto em comparação a doações feitas a outros partidos.

Defesa da Postura do Novo

Zema defendeu o partido Novo, afirmando que a doação foi feita de livre vontade e que não houve compromissos em troca do montante. Ele insinuou que outros partidos, como o PL, receberam doações muito maiores, sem especificar valores, mas reforçando a imagem do Novo como um partido que combate a corrupção.