Carlos da Costa, coordenador da equipe econômica do pré-candidato à presidência Romeu Zema, está realizando uma série de visitas a entidades empresariais para apresentar suas propostas. O economista, que também foi secretário de Produtividade no Ministério da Economia, tem se encontrado com representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Câmara de Comércio França-Brasil e da Associação Comercial de São Paulo.

Foco nas pequenas e médias empresas

Durante esses encontros, Costa tem abordado a questão do endividamento enfrentado pelo setor produtivo, com especial atenção para as pequenas e médias empresas. Em sua visão, é necessário implementar uma versão emergencial do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), visando auxiliar companhias que, apesar de serem viáveis, estão à beira de quebrar devido a dívidas acumuladas.

Propostas para a Petrobras

Um dos tópicos centrais nas conversas de Costa é o futuro da Petrobras. Zema tem se comprometido a privatizar a estatal, e o economista sugere que essa privatização ocorra por meio da divisão da empresa em unidades menores. A proposta inclui a exigência de que os novos compradores se comprometam a expandir a capacidade de refino da companhia.

Aperfeiçoamento da reforma tributária

Além das questões sobre a Petrobras, Carlos da Costa também tem coletado ideias para aprimorar a reforma tributária. Segundo o economista, existem diversas alterações que poderiam melhorar significativamente a reforma, tornando o sistema de impostos mais simples e menos oneroso para as empresas.

Impactos econômicos esperados

Por fim, Costa acredita que a implementação de um choque fiscal correspondente a 2% do PIB, juntamente com a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil, poderá levar a uma rápida redução das taxas de juros, que poderiam cair para 6%.

Essas propostas visam não apenas a recuperação do setor produtivo, mas também a promoção de um ambiente econômico mais favorável no Brasil.