A e-Safer e a HackerSec anunciaram uma nova parceria cujo objetivo é combater ataques invisíveis, que têm se intensificado devido ao uso de inteligência artificial (IA) em um cenário de transformação digital. A digitalização acelerada tem expandido o uso de ambientes em nuvem e integrações via APIs, ao mesmo tempo que os cibercriminosos adaptam suas táticas para operar de maneira mais silenciosa e automatizada.
Contexto dos ataques cibernéticos
Relatórios de cibersegurança destacados pelos especialistas da nova aliança, como o 'Cost of a Data Breach' da IBM, revelam que o custo médio de um vazamento de dados atingiu a marca de US$ 4,45 milhões. Além disso, o Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) indica que o fator humano ainda é crítico nas violações de segurança, seja por erro, engenharia social ou uso indevido de credenciais.
Validação da segurança nas empresas
Andrew Martinez, CEO da HackerSec, enfatiza que há um descompasso entre o avanço das ameaças e a forma como as empresas validam suas defesas. Muitas investem em ferramentas de segurança, mas não realizam testes práticos para garantir sua eficácia. A segurança ofensiva deve ser uma prioridade para validar se os investimentos estão gerando resultados reais contra ataques.
Desafios da transformação digital
O fundador da e-Safer, Eder Souza, ressalta que a maturidade em segurança não acompanhou a velocidade da transformação digital. Em muitos casos, as empresas priorizaram crescimento e eficiência antes de estabelecer governança e segurança digital adequadas, o que eleva os riscos operacionais e financeiros. Ele defende que a inovação deve integrar a segurança desde o início para mitigar riscos estratégicos.
Pentests e a necessidade de evolução
A prática tradicional de realizar pentests anualmente também é questionada, já que muitas empresas ainda se baseiam nesse modelo que não reflete a realidade dinâmica das aplicações e ambientes digitais. A validação contínua da segurança é essencial, uma vez que as atualizações e modificações ocorrem frequentemente.
O futuro da segurança ofensiva
A metodologia Pentest AI-First, que combina automação com validação humana, está ganhando destaque. Andrew Martinez explica que a combinação da inteligência artificial com a expertise humana é fundamental, pois a segurança ofensiva é complexa e não pode ser totalmente automatizada. A visão da HackerSec é que o futuro da segurança está na integração dessas duas abordagens.
Setores sob maior pressão
Os especialistas preveem que setores críticos, como saúde, governo, financeiro e infraestrutura, enfrentarão crescente pressão devido à sua alta dependência tecnológica. Um incidente cibernético nessas áreas não é apenas um problema técnico, mas pode comprometer toda a operação do negócio, destacando a urgência de uma abordagem contínua em segurança.
A importância da parceria
A aliança entre e-Safer e HackerSec se propõe a fortalecer a segurança ofensiva no Brasil, unindo as experiências de ambas as empresas para elevar a maturidade em segurança digital. O objetivo é ajudar as organizações a antecipar vulnerabilidades e validar suas defesas em um ambiente digital em constante mudança, onde a automação e a inteligência artificial desempenham papéis cada vez mais importantes.
