A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) implementou uma estratégia inovadora para combater as arboviroses, utilizando Drones para realizar sobrevoos e monitorar áreas de risco. O programa, intitulado VigiDrones, já mapeou cerca de 497 mil hectares de áreas urbanas, o que equivale a aproximadamente 696 mil campos de futebol. Até o momento, mais de 334 mil pontos com potencial de proliferação do mosquito Aedes aegypti foram identificados.
Investimentos e Resultados
O Governo de Minas já investiu cerca de R$ 30 milhões na execução da política de combate ao mosquito. O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, destacou a importância da iniciativa, ressaltando que Minas Gerais se destaca nacionalmente pela adoção de medidas inovadoras que têm contribuído para a redução dos casos de dengue, zika e chikungunya, além de registrar a menor letalidade da história do estado.
Monitoramento na Região do Jequitinhonha
No ciclo de monitoramento realizado na macrorregião de Saúde Jequitinhonha, que é atendida pela Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Diamantina, foram mapeados aproximadamente 11 mil hectares urbanos. Mais de 18 mil pontos de interesse foram identificados, com a adesão de 31 municípios ao projeto. Essa região foi pioneira no uso de drones para monitoramento de áreas de risco.
Depoimentos dos Profissionais de Saúde
Kesley Duarte de Jesus, referência técnica em arboviroses da SRS Diamantina, ressaltou o sucesso dos ciclos de monitoramento e mencionou o interesse do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto Jequitinhonha (Cisaje) em renovar a parceria. Sheily Nislene de Lima, supervisora de campo e agente de combate a endemias, destacou a precisão trazida pela tecnologia, especialmente em imóveis fechados, facilitando a abordagem e melhorando a receptividade da população.
Resultados na Eliminação de Focos
Na região, as equipes municipais já eliminaram ou solucionaram 5.214 focos de mosquito. Além disso, 1.472 focos receberam tratamento, 3.186 estão em monitoramento e 1.125 foram descartados. A superintendente da SRS Diamantina, Cleya da Silva Santana Cruz, afirmou que o uso de drones proporcionou um detalhamento do território que não era possível alcançar com métodos convencionais.
Pontos Críticos de Risco
Os dados do monitoramento no Vale do Jequitinhonha apontam que os principais focos de risco estão relacionados ao descarte inadequado de materiais e ao armazenamento irregular de água. O lixo, sucatas e plásticos foram responsáveis por 40,5% dos pontos identificados, totalizando 7.496 ocorrências. Também foram encontrados criadouros em tonéis, barris, piscinas e caixas d’água elevadas.
Ações Contínuas do Governo
Para conter a proliferação das arboviroses, o Governo de Minas Gerais mantém esforços constantes em vigilância, prevenção e assistência. As ações incluem o fortalecimento das equipes municipais, ampliação da oferta de exames e o uso de tecnologias de monitoramento, além de estratégias como o método Wolbachia.
