Na última sessão de maio, o dólar teve leve alta de 0,21%, fechando a R$ 5,042. O resultado se deu em meio a reações do mercado financeiro aos dados de crescimento da economia brasileira e a tensões internacionais envolvendo os EUA e o Irã.

Desempenho do Dólar

A moeda norte-americana alcançou uma cotação máxima de R$ 5,071 e mínima de R$ 5,035 na sessão, acumulando uma alta de 1,82% no mês. Em contrapartida, o valor do dólar diminuiu 8,12% em relação ao real ao longo de 2026.

Queda do Ibovespa

O Ibovespa, que é o principal índice da B3 (Bolsa de Valores do Brasil), fechou em queda de 0,73%, atingindo 173,7 mil pontos. Esse desempenho negativo se distanciou das tendências dos índices externos, e a Bolsa acumulou um recuo de 6,53% em maio, mas uma valorização de 8,66% no ano.

Dados do PIB Brasileiro

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o último trimestre de 2025. Este resultado foi impulsionado pela agropecuária, que teve um crescimento de 2%.

Classificação de Grupos Criminosos pelos EUA

Os EUA anunciaram que classificarão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Essa decisão, que deve entrar em vigor em 5 de junho, é parte de uma estratégia para intensificar o combate ao crime organizado.

Impactos no Mercado e na Economia

Analistas acreditam que a classificação dos grupos como terroristas pode afetar o mercado financeiro brasileiro a médio e longo prazo, aumentando o risco e os custos para setores como infraestrutura e agronegócio. O temor é que isso afaste investidores e empresas norte-americanas.

Expectativas Futuras

Os economistas destacam que, apesar do crescimento do PIB, a postura do Banco Central em relação à taxa de juros deve ser cautelosa, uma vez que a Selic permanece em 14,5% ao ano. O mercado espera um crescimento econômico de cerca de 1,89% para 2026, com a atividade econômica mostrando sinais de resiliência.